Em oito meses, balanço registra 505 furtos a unidades de educação de Curitiba
Em oito meses, balanço registra 505 furtos a unidades de educação de Curitiba

Os arrombamentos e depredações dos espaços públicos da cidade vêm tornando-se rotina e a falta de segurança acaba refletindo também nas unidades de saúde e educação do município. Dados da Secretaria Municipal de Educação registraram 505 furtos de janeiro a agosto deste ano, número que representa um aumento de 40% nos casos se comparado ao mesmo período do ano passado quando registrou 362 casos.

Dentre os matérias furtados, os preferidos pelos arrombadores são computadores, televisores, alimentos e botijões de gás. Além disso, a reposição nem sempre é realizada, o que acaba prejudicando o atendimento aos alunos, como no caso da Escola Eneas Farias, que segundo pais e professores, de Dezembro de 2016 à agosto de 2017 já havia registrado 11 arrombamentos, e que, no pior dos casos, teve inclusive as cortinas queimadas.

Para monitoramento destes espaços públicos, desde 2013, Curitiba conta com a contração de do Grupo Cinco Sistemas Integrados de Segurança LTDA, que é responsável pelo monitoramento, reposição e reparos dos danos causados às unidades, porém, constatemente são registradas reclamações da morosidade do serviço contratado.

Levando em consideração as reclamações sobre os furtos e os serviços prestados pela empresa de segurança, um pedido de informações de autoria do vereador Cristiano Santos (PV) foi protocolado nesta segunda-feira (11). Com o questionamento, o vereador pretende saber quais as atribuições da empresa responsável pela segurança das unidades de saúde e educação; qual a periodicidade das vistorias; se existe alguma penalização para a empresa no caso de ineficiência da prestação do serviço contratado e se os vigilantes entram nos pátios durante a ronda de rotina.

Ainda mais a fundo, o pedido solicita cópia integral de todos os relatórios mensais protocolados; relatório de penalidades impostas a empresa; cópia da relação de ocorrências registradas e explicações com relação ao reajuste no valor de mais de R$ 620 mil reais ao contrato de prestação de serviços realizado no último mês de agosto.

“O valor pago pelo serviço é alto e alguns pontos do contrato ainda não estão claros. É preciso entender a negociação e as responsabilidades da Prefeitura e da empresa G5 para que possamos traçar um caminho em busca de melhorar efetivamente a segurança das unidades de educação e saúde do município e garantir que o dinheiro público não esteja sendo desperdiçado”, comentou o vereador.

Em 2014, outro pedido de informações também de autoria do vereador Cristiano Santos buscou esclarecer detalhes quanto contratação da empresa G5 questionando as responsabilidades da contratada, valor, período de vigência do contrato e cópias dos editais de licitação.

A partir do recebimento do questionamento, a Prefeitura terá o prazo de até 30 dias para formular resposta a todos os apontamentos levantados.

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