Em setembro, maior acidente radiológico do Brasil completa 30 anos
Em setembro, maior acidente radiológico do Brasil completa 30 anos

Dia 13 de setembro de 1987 marca a data do maior acidente radiológico já registrado no país. Quatro mortos, 51 pessoas contaminadas graves e outras 1.143 afetadas por cerca de 19g de um pó branco e aparentemente inofensivo, o Césio-137.

A história relata que o desastre se desenrolou após dois amigos encontrarem em meio as sobras do antigo Instituto Goiano de Radioterapia um equipamento utilizado no tratamento de pacientes vítimas de câncer. A máquina foi retirada do local e vendida a um ferro velho da região que, sem ter conhecimento da finalidade do equipamento, desmontou o mesmo a golpes de machado para ter acesso a uma substância com cor e brilho ainda não vistos na região.

A negligência no descarte da máquina naquela ocasião custou caro e tornou evidente a necessidade da atenção de profissionais qualificados, seja para a manutenção, remoção e inclusive, a operação do equipamento, que mesmo sob condições ideias de trabalho, pode oferecer risco se mal operada.

Em Curitiba, um projeto de lei tramita na Câmara Municipal com a intenção de tornar obrigatória a operação de equipamentos de radiologia por profissionais técnicos na área. De autoria do vereador Cristiano Santos (PV), a matéria, já aprovada pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação aguarda parecer da Comissão de Saúde, Bem-estar social e Esporte para que possa seguir ir para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“A radiologia é fundamental para tratamentos de saúde, mas se faz necessário o acompanhando de um profissional capacitado para a operação dos equipamentos que são extremamente perigosos se utilizados de forma errada”, comentou Cristiano.

Após encaminhado para Comissão de Meio Ambiente, se acatado pelo colegiado responsável pela análise, o projeto segue a Plenário onde deverá ser votado pelos 38 vereadores antes da sanção do Prefeito Rafael Greca (PMN).

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