Usuários do transporte público de Curitiba reclamam da falta de acessibilidade nas Estações Tubo
Usuários do transporte público de Curitiba reclamam da falta de acessibilidade nas Estações Tubo

Frequentes têm sido as reclamações com relação à dificuldade no acesso de determinadas Estações Tubo de Curitiba, seja por parte de usuários do sistema de transporte público, seja por parte dos profissionais que atendem nestes locais. A falta de elevador, rampa de acesso e defeito nos equipamentos são os principais motivos das queixas.

Segundo relatos, várias são as estações que não contam com elevador nem rampa de acesso para pessoas com necessidades especiais, já naquelas que contam com o equipamento instalado, problemas e falta de manutenção são comuns conforme relata o cobrador, Nilson Martins de Oliveira.

“Faz aproximadamente 6 anos que trabalho como cobrador e em todas as estações que passei sempre tive dificuldade em ajudar pessoas portadoras de necessidades especiais. Nas estações que tem elevador, problemas nos equipamentos são comuns e a manutenção demora bastante, já nas que não tem, quando chega um cadeirante, precisamos sempre de duas pessoas para ajudar e, em horários de pico, nem sempre isso é possível. Bom mesmo seria a instalação de rampas que não dão problema”, afirmou o cobrador.

Situações como essas são mais comuns do que parecem, no trecho entre o terminal do Capão da Imbuia e o Jardim Botânico, pelo menos 3 estações tubo não contam com nenhum tipo de sistema de acessibilidade para pessoas portadoras de necessidades especiais, são elas as estações Delegado Amazor Prestes, Urbano Lopes e Professora Maria Aguiar Teixeira.

Além do risco de acidente com o cadeirante que precisa pegar o ônibus, os cobradores também, na intenção de ajudar, podem acabar se machucando.

“Há umas duas semanas fui ajudar um cadeirante que chegou aqui no tubo. Mesmo com o acompanhante dele junto, acabei machucando as costas e até hoje sinto dores”, relatou Nilson.

Ciente do problema, o vereador Cristiano Santos (PV), posicionou-se frente à situação e encaminhou um pedido para a URBS, solicitando a implantação da guia de acesso para a estação Urbano Lopes (044.02345.2015), Professora Maria Aguiar Teixeira (044.02747.2015), e um pedido de informações oficiais (062.00072.2015) onde questiona o número de estações que ainda não possuem nenhum tipo de acessibilidade, o custo para a instalação dos elevadores, valores gastos no ano de 2014 com a manutenção desses equipamentos e qual a empresa responsável pela prestação do serviço.

“É preciso ver essas situações e tomar providências. Curitiba tem investido bastante na melhoria da acessibilidade para os cidadãos curitibanos com a adequação de calçadas, o ônibus acesso, a inclusão de jovens especiais em atividades nos Portais do Futuro e diversas outras situações. Garantir o acesso às estações tubo, assim como as demais ações, é fundamental”, afirmou Cristiano Santos.

Ainda sobre a questão da acessibilidade, Cristiano também encaminhou pedido para a Prefeitura solicitando a implantação de rampas para acesso à Praça João Cândido e Belverdere (044.02343.2015), ao Teatro Universitário (TUC) e para a Galeria Júlio Moreira (044.02344.2015), todos na região do São Francisco. O pedido para a melhoria do acesso à galeria é reforçado pelo motivo de, além de dar acesso ao teatro, por ela também ser feita a transposição da Travessa Nestor de Castro. 

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